Domingo
20:28
(esse texto foi postado originalmente por mim, em outra plataforma)
Oh Deus. Lá vou de novo arrumando um novo jeito de complicar uma coisa simples. Pra que baixar uma app de diário se existe a boa e velha agenda de papel? Aí a pessoa diz: “Mas o app me ajuda porque posso escrever em qualquer lugar!” Hm… Gata, você tem dois aplicativos para escrever no tablet e quantas vezes você os abriu? 2? Por aí, né?
Inspiração vem da ação.
Você quer escrever? Escreve. A preguiça é uma ilusão. Lembra dos velhos tempos? Escrevemos uma fic de 20 capítulos. Escrevemos outra de 12 ou 15 antes dessa. Lembra? E as one-shot? Escrevíamos mil palavras fácil. Lembra? Rolava da nossa cabeça através das nossas mãos e era fácil? Não. Só parecia. A gente quebrava a cabeça, torcia as ideias até o talo, revirava o projeto, apagava e reescrevia, sentia raiva… E todas as vezes que vinha uma ideia nova que nos consumia? A gente não conseguia pensar em mais nada porque só a ideia nova importava.
Mas como sempre, como a ideia antiga, a nova era uma vela frágil. Apagava rápido. E mais rápido dessa vez, da última vez. A última estória que eu não terminei. 20 capítulos. Já tinha feito isso antes. Mas o tesão já tinha passado, a obsessão não era forte o suficiente. Passou, acabou. E a vontade de escrever foi junto. Não, o assunto foi junto. A vontade ficou, gritando, pedindo, me esmurrando por dentro. E como boa masoquista, deixei. Senti, doí. Me acostumei. Era mais fácil. Melhor que ter o trabalho de criar, de dar vida. É difícil sim. Mas tão bom também.
Então, o que realmente te prende, menina? Você tem medo de que?

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