Sobre a última sessão

18:48


Faz séculos que eu desapareci daqui, eu sei. Mas resolvi mudar o layout do blog hoje e tive que fazer um post pra colocar no destaque. Aliás, devo trocar o layout novamente em algum momento, por que esse é até bonito (era na demo), mas não tô achando legal aqui.


Hoje na terapia, a psicóloga perguntou de onde eu tinha tirado a ideia de que não fazia parte da minha própria família. Ela supôs que tinha começado depois da perda do meu pai e eu não tive coragem de contar que, na verdade, começou muito antes. Começou quando minha irmã começou a trabalhar enquanto fazia faculdade eu nem sabia que faculdade fazer. Piorou quando, no meio da faculdade, eu percebi que não queria aquilo pra minha vida, mas não podia simplesmente parar. Parar pra fazer o que? Piorou mais quando terminei o curso e não sabia mais o que fazer da vida. Não queria/conseguiria trabalhar na área, não sabia o que mais fazer, a cada dia me sentia mais inadequada. E enquanto isso, minha irmã, the overachiever, trabalhava de carteira assinada e ganhava seu próprio dinheiro. Não entenda mal, não era/é inveja. Mas eu sempre me senti inferior a ela, mesmo sabendo que comparações são idiotas. Piorou a ponto de ficar quase insuportável quando descobri que ela namorava sério. A vida dela andava e a minha não. Como dói admitir isso. Depois que ela se mudou, eu passei a ver o marido como meu inimigo (e achava que enganava alguém). Na minha cabeça, ele roubara ela de mim. Mas ele não a roubou. Ela se foi. Seguindo seu próprio caminho, como é normal. E eu fiquei. 

Eu fiquei. Fico. Sempre.


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